quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cinema

Quem me conhece sabe que eu adoro cinema. Gosto muito de filmes, mas adoro filmes no cinema. A sala escura, a projeção, os barulhos, a penumbra, a pipoca... tudo que te desliga do mundo e te faz concentrar apenas na tela e na história. Não sou cinéfila, conheço bem pouco de cinema, mas gosto demais.

Sempre que posso, vou ao cinema ou alugo filmes - ou revejo os que tenho em casa. Vivo com vontade de escrever sobre eles, mas não tenho conhecimento suficiente, então deixo pra depois. Só que hoje eu resolvi escrever. Do meu jeito, sem preocupação nem pretensão de fazer crítica. Criei o meu critério, baseado em dois filmes que vi - um eu amo e outro eu execro. Meu top é O poderoso chefão, do Coppola, ótima adaptação do livro do Mario Puzo (recomendo a leitura, quem gosta de um bom livro não vai se decepcionar). E o meu zero é Zohan, do Adam Sandler. Pra O poderoso chefão, minha avaliação é 5X e pro Zohan é 0X. Lembrando que quem quiser ler crítica de verdade deve procurar o Cinema em Cena.

Os filmes do feriado foram: Educação; Vicky Cristina, Barcelona; Balzac e a costureirinha chinesa; Elsa e Fred e Frost/Nixon.

Educação: Gosto de filmes ingleses. Ou melhor, gosto de filmes em que há sotaque britânico. Gostei bastante da reconstituição de época - o filme se passa nos anos 60. Mostra como uma boa manipulação leva qualquer pessoa. Algo como vimos em Obrigado por fumar, mas de uma forma mais sutil. Só acho ruim por ser um filme com lição de moral. É interessante ver como a personagem principal tem a sua caracterização diferenciada quando está com o namorado e quando está longe dele. É bem bacana.
Avaliação: XXXX.

Vicky Cristina Barcelona: Do Woody Allen, um dos diretores que eu mais gosto. Porém, não achei que ele foi lá tão feliz com o filme como achei em Scoop e O sonho de Cassandra, os outros dois filmes que ele fez na Europa. Penelope Cruz, como sempre, está ótima no papel da instável Maria Elena. E Barcelona é sempre linda. Como vi antes Tudo pode dar certo, que foi filmado depois de Vicky etc, acabei achando sem graça. Já Tudo pode dar certo é bem bacana.
Avaliação: XXX.

Balzac e a costureirinha chinesa: Esse estava na minha wish list há um tempão, mas só calhou de ver agora. Isso porque adoro a história da China, a recente e a antiga. E quem não saca muito da história chinesa não vai entender o que são as colônias de reeducação, a adoração ao presidente Mao e a proibição dos livros. O mais legal do filme é ver que qualquer sistema autoritário deixa portas abertas, e que por meio delas muita coisa pode ser mudada. E também o papel que os livros têm na vida das pessoas. Quem não lê, quem odeia livros não sabe o que é o mundo.
Avaliação: XXXX.

Elsa e Fred: Filme espanhol. Um amor na terceira idade, com personagens muito fofos. Elsa é doidona, adora uma história, conta umas lorotas de vez em quando e, o principal, se diverte. Fred é viúvo e está sofrendo. Com a proximidade de Elsa, sua vida muda. A homenagem a Fellini é linda, emocionante. A trilha sonora também é uma graça. O filme me lembrou que as minhas idosas (vovó e Tia Ylza) conservam, através dos anos, um bom humor que é fundamental para bem viver. Tanta gente nova e chata, mau humorada, e as duas ali, com 92 e 89 anos, respectivamente, dando um show de vivacidade. Lindo.
Avaliação: XXXX.

Frost/Nixon: Jornalistas adoram a história do escândalo Watergate. Ele mudou muita coisa na história da imprensa, no jornalismo investigativo. O filme resgata a entrevista que Nixon deu ao apresentador inglês David Frost sobre o escândalo. Me envolvi demais com o filme, por causa da tensão da preparação para entrevistas. Deu saudade do tempo em que trabalhei em TV, mas só um pouquinho. Deu vontade de rever e reler Todos os homens do presidente. Deu vontade de ver o filme de novo de novo. Fiquei um tempão tentando lembrar quem era o ator que fez John Burt, depois lembrei que ele fez Mr. Darcy em Orgulho e Preconceito (suspiro profundo).
Avaliação: XXXX.

Conclusão: feriado super produtivo.