sexta-feira, 14 de maio de 2010

Alice

Quando ganhei o livro Alice no País das Maravilhas, com texto integral, aos seis anos. Foi uma tia meio doidona que achou que uma criança ainda aprendendo a ler ia conseguir perpassar toda aquela fantasia. Eu não gostei. Ainda mais que a personagem principal chama Alice e não Aline.

Dois anos depois, reli o livro com mais calma e me apaixonei. Por todos os "seres" fantásticos daquele mundo, pela menina que cresce e diminui, pelas cartas de baralho que pintavam de vermelho as rosas brancas da Rainha. Gargalhei durante a explicação da Falsa Tartaruga sobre os diferentes ramos da aritmética: "ambição, distração, murchificação e derrisão". E me emocionei, anos depois, quando a Adriana Calcanhoto lançou o disco Partimpim, com a Canção da Falsa Tartaruga. Volta e meia, o livro saía da minha estante para ser relido.

Em Através do Espelho, aprendi com a Rainha Branca a acreditar em até seis coisas impossíveis antes do Café da Manhã. E, com a Rainha Vermelha, que "no momento em que você diz alguma coisa, já está dita, de modo que você deve aceitar as consequencias". Também dei boas gargalhadas na viagem de trem de Alice e na conversa dela com o cavaleiro que sempre cai de cabeça...

Aí veio o filme dirigido pelo Tim Burton... e entre a decepção do filme não ser tão Alice nem tão Tim Burton, me vi embasbacada com as criações da equipe de desgin, de figurino e maquiagem. Sem contar com todas as referências ao texto original. O fato é que escrevi e o blog da Set Palavras publicou um texto sobre o filme. Pra quem quiser, o link está aqui. Agradeço ao Walter pela confiança e pela publicação do texto. E peço desculpas pela pretensão.