domingo, 6 de dezembro de 2009

Noite gelada

Semana passada, era primavera. Mas tinha cara de verão. Minha relação com o verão é bem difícil. Gosto de ver os dias, mas não de senti-los. E a nossa primavera veronesca trouxe uma quantidade enorme de chuvas.

Hoje, fomos trabalhar em um hotel da cidade, às 18h30. Fechados na sala, só dava pra escutar as comemorações de cruzeirenses e flamenguistas com a final do Campeonato Brasileiro. E ter certeza de que a chuva continuava chovendo.

Ao sair do hotel, três horas e meia depois, a primavera tinha virado inverno. Aquela neblina tão característica de Ouro Preto estava aqui, baixinha, bem pertinho. O ar úmido pela chuva e pela proximidade da névoa estava gelado.

Meu avô dizia que na curva de Botafogo, uma localidade de Ouro Preto, o tempo muda. Ao sair de Ouro Preto, passar Botafogo significa calor. O inverso quer dizer frio. Não sei se é uma corrente de ar ou uma nuvem eterna aqui no alto. O tempo aqui tem vida própria.

Eu gosto de tudo certinho, tudo no lugar. Por outro lado, amo a instabilidade do clima ouro-pretano. É uma bagunça sempre bem-vinda.