quinta-feira, 9 de julho de 2009

Nova paixão

E então que um dia, em 1994, eu conheci Chico Buarque. Estava numa fossa daquelas e fui pra casa de uma amiga. Ela colocou o LP (é, naquela época estavam começando os CD's, a maior parte das pessoas ainda tinha coleção de LP's) Almanaque eu fui embalada por aquela coisa totalmente nova. Eu ainda não sabia o que era. Mas nascia ali a minha paixão pelo Chico.

No dia seguinte, fui pro shopping e comprei um CD. Eu tinha me apaixonado à primeira escuta pela música Tanto Amar. Vi no CD (uma coletânea) a música Tanto Mar e nem percebi que não era a mesma. Comprei. E fui aumentando a paixão a cada faixa tocada. Lá no final é que eu percebi que tinha trocado as músicas. Mas nem liguei. Chico era o rei, foi chegando sorrateiro e antes que eu disesse "não" se instalou feito um posseiro dentro do meu coração.

Pra mim, nunca teria alguém que tirasse do Chico o lugar. Ele era único e pronto.

Mas aí, 15 anos depois, eis que alguém chegou e balançou as estruturas. Pela primeira vez, alguém me fez abrir uma brechinha.

Foi ele, Vander Lee. Das baladas românticas aos sambinhas divertidos, ele é incrível. Ele pode até nem ser o Tom Jobim (mas eu também não sou a garota de Ipanema). E a louca que ainda me resta corre pra escutar ainda mais.

Dia 17 de julho tem show do Vander Lee no Palácio das Artes. E não tenho como ir. Duas festas pra ir no mesmo dia. Como disse a dona de uma delas, o show eu posso ver em qualquer dia. A formatura dela é uma vez só. Então... deixa pra depois.

Ainda bem que tem espaço de sobra pro Chico e pro Vander Lee. Senão eu rodava a baiana, punha ponto final. E ainda podia parar no hospital.