quinta-feira, 30 de julho de 2009

Luz, câmera, ação

Tenho consciência de que nunca vou escrever sobre cinema como Marina W. Com tanto sentimento e tanta dedicação. Mas ousar é preciso.

Quando eu era pequena, fugia do mundo nas páginas de um livro. Qualquer livro. Tinha meus favoritos, os que lia compulsivamente, duas, três, dez vezes. Construía uma nova história, fazia novos amigos, visitava novos mundos.

A única coisa que me faz viajar como com um livro é o cinema. Em uma hora e meia ou duas horas eu me transporto pra longe. Mergulho mesmo em uma história. Sinto, choro, tenho medo, vibro, me emociono. E crio roteiros. Todos imaginários, todos sem registro, todos eternamente perdidos.

Na minha memória, as lembranças de um filme se fundem a outro, formando uma nova obra. Personagens que pulam de um enredo pra outro. Alguns atores me fascinam. Outros, eu evito.

Enquanto não aprendo a escrever como acho que deve ser, vou lendo a Marina W. De novo. E de novo. E de novo...